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| "Get over here!" |
- O embate ancestral entre Hanzo Hasashi (Scorpion) VS. Bi-Han (Sub-Zero);
- Filme bem produzido, com ótima estética;
- Cenas impactantes e bem coreografadas de luta;
- Prólogo de encher os olhos, com excelente design de produção;
- A tão esperada violência gráfica e fatalities são muito bem feitos e dirigidos;
- Destaque para a caracterização e interpretação de Sub-Zero (Joe Taslim), Scorpion (Hiroyuki Sanada); Kung Lao (Max Huang), Kano (Josh Lawson) e Mileena (Sisi Stringer);
- O senso de humor utilizado com o personagem Kano (interpretado por Josh Lawson);
- A mixagem de som é um dos pontos altos (literalmente) + trilha sonora arrebatadora (além da nova versão remixada de "Techno Syndrome" que é a cereja no bolo na nostalgia). Achava que toda essa potência sonora estaria só no trailer, mas me enganei. Ter visto no cinema em surround deve ter sido uma baita experiência.
- As escolhas do roteiro. Assim como nos outros filmes, ao mesmo tempo que acerta, também erra. Dessa vez, NÃO HÁ UM TORNEIO e a sensação que fica é de um amistoso com um "Mortal Training". Isso acaba decepcionando bastante e agora só em uma sequência para vermos um "Tournament" de verdade;
- Cole Young é uma controvérsia, mas o problema não foi ele ser um personagem que não existe nos games, mas sua caracterização e arcana sem graça;
- Outros personagens que não senti firmeza no casting nem da caracterização: Liu Kang (que parece estar de peruca e com rostinho de cantor k-pop); Raiden (inexpressivo e robótico) e Shang Tsung (inexpressivo e robótico);
- Outworld (Exoterra) poderia ter sido melhor explorada e aparece bem pouco, mesmo com um visual (fotografia) bem impressionante nas vezes que apareceu.
Conclusão:
Fiquei muito feliz por FINALMENTE fazerem um filme recente desse jogo atemporal. Confesso que minha hype estava altíssima e parte dessa hype foi acreditar que eles seguiriam algo mais "pé no chão" (e, de certa forma, seguiram), parecido com o curta-metragem "Mortal Kombat: Rebirth" que viralizou na internet em 2010.
Como o nome de Oren Uziel, roteirista do curta de 2010, foi envolvido no desenvolvimento da história, ficou impossível não gerar essa expectativa de algo menos "cartunesco", mostrando outro ponto de vista para o que seria também sobrenatural. Porém, como ele não teve influência direta no roteiro, os caminhos foram além (até mesmo para o que vimos no filme de 1995), se mantendo numa característica mais fantasiosa dos jogos, com os lutadores em busca de uma arcana. Por um lado, isso acaba sendo bacana e enchendo os olhos dos fãs. A magia da Sonya, por exemplo, ficou perfeita e idêntica aos jogos, com a exceção, claro, dela parecer ter a força de um míssil.
Vivemos o tempo da nostalgia e do fanservice, onde o problema às vezes acaba sendo nos excessos de ideias e na falta de organização para fechar uma história linear. Acabou que "Mortal Kombat" (2021) não chegou a lugar nenhum e talvez teria dado mais certo como um spin-off de Hanzo Hasashi (Scorpion) VS. Bi-Han (Sub-Zero) e o erro estaria apenas no título que deram ao filme. De qualquer forma, me diverti bastante! Mesmo não superando todas as expectativas que poderiam ter sido superadas, afinal, as possibilidades eram muitas.
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★★★ (Bom | Nota: 6/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
*Visto em áudio dublado: PT-BR
The Immortals - "Techno Syndrome 2021" (Benjamin Wallfisch)

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