O diretor e roteirista australiano Adrian Chiarella entrega em seu longa de estreia uma história de terror envolta em um ciclo de medo subversivo. Com certa ironia e de forma inteligente, nos revela aquilo que, na verdade, era pra ser apenas uma história de amor. “Levítico” (2026) traça sua metáfora e consegue ter sensibilidade o suficiente para falar sobre muitas coisas que não ficam tão explícitas em tela. Temas como sexualidade, amadurecimento, aceitação e religião, são levantados não como uma bandeira, mas um curso em que tudo acaba se tornando maligno por cair em mãos erradas. Diria que ele é a versão LGBTQIA+ de “Corrente do Mal” (2015), mesmo com elementos diferentes. A religião que enxerga a sexualidade como um problema mal resolvido, impõe sobre jovens desavisados e cheios de hormônios uma “bênção” que acaba atraindo transtornos, perseguição, morte, destruição e desgraça. Enfim, é um pacote completo quando entendemos o amor como algo que escraviza ao invés de algo libertador. ...
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