No período em que muitos já estavam cansados da onda de filmes de horror surrealistas, cheios de simbolismos em que, muitas vezes, nem mesmo o próprio diretor e roteirista tinham sua visão do que criaram, mas deixaram para o público tirar suas conclusões - "O Poço" (2019) - ou, quando explicavam em entrevistas que tudo era sobre um "delírio psicológico vs. realidade" - "Saint Maud" (2019) - nos fazendo, veementemente, tentar entrar na mente de quem escreveu o roteiro em busca de pontas soltas para usufruir o mínimo do entretenimento, vez ou outra, essa nova técnica da sétima arte que se iniciou em 2018 com "Mãe!" , acaba nos surpreendendo com alguns exemplares - "Censor" (2021) e "Men: Faces do Medo" (2022). De todos que assisti, esse é o que mais conseguiu utilizar dessa técnica, expressando sua mensagem e fazendo sua crítica social de forma aberta, mas sem fugir do que apresenta. Mesmo no subliminar, a forma como a histó...
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