Existem dois cansaços nesse filme: 1) Recontar uma história que todo mundo já conhece. 2) A direção de Guillermo Del Toro. Para uma produção com orçamento de US$ 120 milhões, o que vemos é algo bem mediano. Óbvio que a expectativa envolvendo o nome de Del Toro associado a mais uma criatura, pode ter um peso que, por si só, já tenha certo poder de frustrar nossa hype. Porém, se tratando de um filme que assisti em casa, pelo streaming, com certeza essas exigências dão uma diminuída, mesmo com várias indicações em premiações.
Se tratando de um filme para maiores de 18 anos, a moda do body horror é praticamente inutilizada, e aqui temos outro ponto. “Frankenstein” (2025) deixa o horror de lado e tenta desenvolver uma perseguição entre criatura vs. criador que se perde bastante. O assustador mesmo é o CGI de lobos ferozes que aparecem para movimentar o enredo e nos fazer lembrar da Saga Crepúsculo. Nesse ponto, vou acreditar que Del Toro deixou a cadeira de direção nas mãos de outra pessoa e emendou algum feriado.
O roteiro até ensaia levantar questões que agreguem algo com maior profundidade à história, mas que depois acabam sendo deixadas de lado, assim como outras coisas. E tempo ele tinha! Com duas horas e meia de duração, tudo acaba se resumindo a um design de produção que fosse convincente, uma maquiagem que aparentemente deu trabalho, mesmo que não tenha impressionado tanto, e um figurino de gosto duvidoso.
Não sou muito de falar de atuações quando eu não gosto de uma, mas dependendo do filme fica praticamente impossível não falar. Oscar Isaac como Victor Frankenstein me incomodou MUITO. Talvez porque ele mesmo estava incomodado com seu papel de homem escroto, e isso acabou prejudicando ainda mais quando olhamos a produção como um todo.
Sabemos que, para um filme dar certo, muitos pedaços precisam se encaixar, com todas as juntas e medulas funcionando. Talvez o dilema em conseguir afirmar onde exatamente fica localizada a alma no corpo humano, fez de “Frankenstein” (2025) mais um filme que acabou perdendo sua força e se tornando uma tentativa desperdiçada de ser uma obra grandiosa.
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★★ (Regular | Nota: 5/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
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