Com sua estreia mundial no TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto) em 12 de setembro de 2024, podemos nos perguntar o porquê de tanta demora para chegar ao Brasil, com uma estreia nos EUA acontecendo também de forma tardia, em outubro de 2025. Talvez para não conflitar com o brilho de ideias de "A Substância" (2024), filme que estreou em Cannes, alguns meses antes, em maio de 2024.
Tirando o body horror com toda a temática e crítica social sobre estética e etarismo que ambos os filmes carregam como base de suas histórias, os dois seguem rumos diferentes e possuem sua particularidade. Com “Segredo Obscuro” (Shell) o gênero sci-fi é muito mais forte e o horror é mínimo, ficando restrito ao que a Bíblia chamaria de lepra. Na verdade, todo o roteiro se mantém no suspense em torno da empresa que dá nome ao título original.
Elisabeth Moss interpreta um personagem metalinguístico e ficamos na dúvida se ela resolveu descansar sua pele e ser ela mesma ou se estava mais uma vez externando de forma maravilhosa a personalidade de uma atriz recatada e com problemas de autoestima devido as pressões que a indústria impõe. Diferente de "A Substância" (2024) que assume um gênero e vai extremamente fundo, “Segredo Obscuro” (2024) constrói um mistério, mas seu segredo não é tão obscuro, se perdendo no lugar exato onde queria chegar. E se a tentativa foi inserir humor, daí que o filme falha drasticamente.
Não chega a ser uma perda de tempo, até porque, Kate Hudson está muito bem em cena e seu antagonismo se encaixou perfeitamente com o personagem de Moss, mas infelizmente fica a sensação de que o filme perdeu sua força quando, antes, lançaram A Subs...quando chega ao final e vemos que, na verdade, ele só queria tirar onda com a nossa cara. Talvez ninguém perceba que a crítica social sobre estética e etarismo acabou passando longe e ficando em outro lugar.
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★★ (Regular | Nota: 5/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
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