[Crítica] Affection (2025): Amor ou apego?

Com estreia em outubro de 2025 no Screamfest e de forma aberta em maio de 2026 nos EUA, “Affection” (2025) é um suspense/sci-fi que consegue sustentar muito bem uma apreensão inicial, mesmo que sobre algo iminente e previsível. Quando achamos que o filme tentará se esconder debaixo do óbvio, ele vira um thriller que acaba deixando de lado qualquer afeto.

Com Jessica Rothe encabeçando o elenco, fica difícil não se lembrar do loop de “A Morte te Dá Parabéns” (2017), ou até mesmo da comédia romântica “Como Se Fosse a Primeira Vez” (2004). Mesmo que, aqui, Rothe se apresente de forma bem mais sólida em uma história mais séria, digna de protagonizar algum filme de zumbi ou exorcismo tamanho contorcionismo e performance trepidante. Só por essa ressalva o filme ganha seus pontos, mesmo que seus outros quesitos permaneçam no simplismo.


Após a reviravolta em sua metade (que todo mundo já sabia qual seria), a história perde bastante força. Algo que se construía basicamente no suspense psicológico. Não chega a torná-lo ruim, mas enfraquece seu potencial. Já que o elemento sci-fi não é muito seu forte e está ali apenas como complemento de seu drama. É um filme que inicia bem e depois se perde, mas que, apesar de tudo, entrega algo assistível perante seu baixíssimo orçamento de US$ 1 milhão. E o destaque, claro, fica para Jessica Rothe.
_____________________________
★★ (Regular | Nota: 5/10)

*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR