Zach Cregger de "Noites Brutais" (2022) está de volta e traz um “armamento” bem misterioso nesse novo “A Hora do Mal” (2025). Mesmo que seu roteiro não sustente o mistério durante muito tempo, o que nos envolve é a forma que seus personagens vão sendo apresentados, e como os elementos do terror contribuem para prender nossa atenção durante as duas horas de duração.
Em comparação ao seu filme de estreia em 2022, dessa vez a mão na direção e edição foi bastante satisfatória, conseguindo utilizar de comportamentos bizarros como arma propulsora de tensão e medo. Algo que me fez lembrar do suspense “Corra!” (2017) de Jordan Peele, além do cinema de horror oriental, referências com técnicas exemplificadas que não precisaram de muitos exageros aqui, apenas da atuação (expressões faciais e corporais) e uma corrida de braços abertos simbolizando as asas de um avião, seja às 2:17 da madrugada, ou em plena luz do dia.
Julia Garner é uma promissora “scream queen” que havia sido mal aproveitada em "Lobisomem" (2025), mas que agora conseguiu uma notoriedade maior. E o que dizer de Amy Madigan como a excêntrica tia Gladys? Que definitivamente faz “A Hora do Mal” (2025) se tornar um filme marcante pela força de seus personagens, não por conter necessariamente uma história surpreendente.
Se de um lado vemos a premissa do mistério ir perdendo a força conforme acontece o desenrolar das subtramas, de outro somos compensados brutalmente com cenas de perseguição, gore e planos-sequências de tirar o fôlego e a paz de uma vizinhança. É um dos melhores filmes de terror do ano, com certeza! Mesmo que suas qualidades estejam tapando suas deficiências, enquanto tudo poderia estar ali, inclusive o mistério. Mas, se não deu certo de um jeito, acabou dando de outro.
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★★★★ (Ótimo | Nota: 8/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
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