“Casamento Sangrento: A Viúva” (2026) inicia exatamente do momento em que "Casamento Sangrento" (2019) acaba, e poderia ter recebido um “Parte 2” em seu título original ao invés de “Here I Come”. Aqui no Brasil, “A Viúva” não teria sido uma tentativa bem-humorada de contextualizar algo que, desde o primeiro filme, já não havia dado muito certo.
Os talentosos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett e os roteiristas Guy Busick e R. Christopher Murphy estão de volta! Mesmo parecendo que não estejam. Talvez eles precisam urgentemente de férias, com um bom descanso criativo em um campo de golfe, afinal, tirando o baita casting, com nomes como o de Sarah Michelle Gellar e Elijah Wood, essa sequência parece ter sido feita às pressas, e infelizmente beira o penoso.
Logo no início já existe uma escolha do roteiro que faz qualquer um desanimar ou, no mínimo, questionar se devemos considerar necessário o personagem da Samara Weaving permanecer com o mesmo figurino de noiva ensanguentada. Seria apenas um detalhe, mas que daria um baita sinal de que muita coisa ruim poderia aparecer durante o filme. E infelizmente, é o que acontece.
Erros grosseiros de continuidade que tentam sustentar a produção de não cair numa vergonha alheia, ao ponto de até uma maquiagem conseguir desviar nossa atenção e nos fazer questionar como não conseguiram cobrir um corte no rosto da noiva. Talvez porque a ideia fosse exatamente essa: deixar a imagem de que ela passou por maus bocados (desde o primeiro filme) e o sinal disso, para ficar claro para o espectador, precisava estar estampado em seu rosto, independente da marca da base ou do pó compacto. Detalhes, mas que juntos de um emaranhado de personagens idiotas, que parecem complementar de forma equivocada uma tentativa de senso de humor, faz com que a experiência num todo seja bem difícil.
O personagem de Samara Weaving não teve tempo de ficar mais forte após o primeiro filme, está capengando e tentando permanecer de pé. Ainda vem o que? Um draminha familiar. Sua irmã até foi um acréscimo bem interessante do roteiro, principalmente por terem escolhido Kathryn Newton (dos sucessos "Freaky: No Corpo de um Assassino" e "Abigail") para interpretá-la, mas que por diversos momentos se atrapalha muito no relacionamento mal resolvido com sua irmã mais velha, em diálogos totalmente fora de hora e que nos faz questionar onde estava a direção nesses momentos. Sua atuação foi entregue a canastrice e numa determinada cena ela corre por um campo de golfe pra não ser morta, mas como se estivesse achando aquilo engraçado. Sei que deve ser divertido contracenar com Samara Weaving, mas são vários fatores que acabaram fazendo o filme explodir de um jeito que ninguém esperava (e isso não tem nada a ver com o sr. Le Bail).
_____________________________
★ (Péssimo | Nota: 1/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)