Mais uma vez Zach Cregger repete o que aconteceu em "Noites Brutais" (2022), onde seus primeiros atos conseguem nos envolver na história e impulsionar o filme para algo promissor, mas que em determinado momento a bateria parece acabar, e o pico construído de início não apenas esfria, mas descamba ladeira abaixo numa conclusão que nos faz até esquecer da qualidade até então construída.
Engraçado que em "A Hora do Mal" (2025) o diretor utilizou uma arma com tiro certeiro do início ao fim, mas infelizmente não foi dessa vez (outra vez) que podemos dizer que finalmente fizeram uma boa adaptação de “Resident Evil”, postergando a franquia de Paul W. S. Anderson, iniciada em 2002, como o mais próximo do que seria definitivo quando falamos sobre liberdade criativa envolvendo a Umbrella Corporation.
Claro que esse filme de 2026 não chega a ser péssimo como “Bem-Vindo a Raccoon City” (2021), nem desafiador para conseguir ver até o fim como a série lançada pela Netflix em 2022. Mas quando vemos “RESIDENT EVIL” aparecendo na tela e os créditos finais subindo, preferi lembrar de "Until Dawn: Noite de Terror" (2025) como um atual exemplo de boa adaptação de jogo. Já esse, algo bem próximo do que seria uma explosão.
Além do exagero no humor, o roteiro coescrito por Zach Cregger e Shay Hatten (de “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, que também não consegui terminar de ver até hoje, depois de muito esforço, em duas tentativas) insiste por mais de uma vez em alimentar a história com um senso de urgência e sobrevivência que logo em seguida é frustrada com uma escolha burra do personagem central.
Clichês como o celular sem sinal passam longe quando vemos uma cena com a necessidade de se pegar uma chave para ligar o carro e fugir ser frustrada pelo próprio personagem que simplesmente desiste de pegar a chave por um motivo pouco convincente. Os cientistas parecem de área temática em parque de diversão, e depois que eles aparecem, do meio pro final, tudo começa a desandar ao invés de se resolver.
Outros dois pontos pra ressaltar:
1) O orçamento expressivo de US$ 75 milhões, que sinceramente não sei onde foram parar, já que os efeitos visuais e os quilos de maquiagem não passam do convencional. Talvez boa parte dessa grana tenha ido pro “Rotten”, e seu marketing fortíssimo.
2) A inexplicável classificação indicativa para maiores de 18 anos. O filme é tranquilamente +14.
Levando em consideração seus pontos positivos, como o ritmo inicial de cenários aleatórios e subsequentes (lembrando bastante o ritmo de um jogo) e algumas cenas em que a mira da arma fica em primeira pessoa, algo já visto na adaptação “Doom: A Porta do Inferno” (2005), tudo acaba ficando sem consideração ao chegar em Raccoon City. Talvez utilizar como metáfora a subida de uma escadaria ao invés de usar o elevador, sirva de aprendizado. Concluindo-se que o resultado final poderia ter sido diferente se tivessem utilizado a escada, com um passo de cada vez.
__________________________________
★ (Ruim | Nota: 3/10)
*Visto em áudio original: Inglês | Legenda: PT-BR
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)